Existem
duas vacinas contra o HPV:
• Vacina quadrivalente (6, 11, 16 e 18) recombinante
contra o HPV
Idade para vacinação: meninas e mulheres de 9
a 26 anos. Três doses intramusculares da vacina, sendo
a segunda e a terceira doses administradas no segundo e sexto
mês após a primeira dose.
• Vacina bivalente (16 e 18) recombinante com adjuvante
contra o HPV
Idade para vacinação: meninas e mulheres de 10
a 25 anos. Três doses intramusculares da vacina, sendo
a segunda e a terceira doses administradas no primeiro e sexto
mês após a primeira dose.
O HPV é um vírus de alta contagiosidade, sendo
o contato sexual o principal (mas não o único)
meio de transmissão desta infecção. Para
termos uma idéia da sua importância estima-se que
cerca de 50% a 70% das pessoas com atividade sexual irão,
em algum momento de suas vidas, se infectar pelo HPV. Após
a infecção a grande maioria das pessoas consegue
eliminar o vírus do organismo espontaneamente, não
ocorrendo nenhum tipo de doença. Entretanto, em um menor
número de casos o HPV pode provocar o aparecimento de
lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas ano-genitais.
O HPV pode, ainda, provocar infecção persistente
entre os poucos casos em que o organismo não consegue
eliminar espontaneamente o vírus. Estas pessoas têm
maior tendência a desenvolver lesões associadas
ao câncer, principalmente as mulheres. Hoje, sabemos que
mais de 99% dos tumores de colo do útero são causados
pelo HPV.
As estimativas mundiais indicam que a cada ano surgem 470.000
novos casos de câncer de colo do útero. Dados do
Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam, para este
ano, o surgimento de 18.000 novos casos de câncer do colo
do útero no Brasil. Aproximadamente 4.000 mulheres morrem
vítimas desse câncer, que representa a quarta causa
de morte por neoplasia nas brasileiras.
As duas vacinas contra HPV licenciadas no Brasil contemplam
em sua composição os tipos responsáveis
por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero
(os tipos 16 e 18), sendo que a vacina quadrivalente contempla
ainda os tipos 6 e 11, responsáveis por cerca de 90%
das verrugas genitais. Vale aqui destacar que um benefício
adicional destas vacinas, ainda não totalmente esclarecido,
é que ambas apresentam resultados preliminares mostrando
proteção cruzada contra infecção
e/ou lesões associadas a tipos oncogênicos não
contemplados nestas vacinas, aumentando, assim, a sua potencial
cobertura de proteção.
Estas vacinas são profiláticas (preventivas) e,
portanto, não tratarão infecções
por HPV existentes previamente, nem suas complicações.
Além disso, é importante salientar que estas vacinas
não previnem todos os tipos de HPV associados ao câncer
de colo, enfatizando a necessidade das mulheres vacinadas de
continuarem a realizar o exame preventivo (PAPANICOLAOU) do
câncer do colo do útero.
Reações adversas – Vermelhidão
e dor no local da vacina e febre até 48 horas após
a aplicação. Outras reações são
mais raras.
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