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das Vacinas
 
Novidades na prevenção do Sarampo, caxumba, rubéola e catapora

Brasil:
Foi recentemente licenciada no Brasil e já disponível na Clinivac, uma vacina Tetravalente viral, que combina em uma só aplicação as vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora), produzida pelo laboratório GSK. A principal vantagem é a possibilidade de se diminuir o número de aplicações injetáveis na criança. A vacina está licenciada para uso em crianças a partir dos 12 meses de idade até os 12 anos de idade, inclusive, para protecção contra as doenças causadas pelos vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). Recomendamos, idealmente, que sejam feitas duas doses de vacina contra estes componentes, em crianças acima de um ano de idade, com intervalo de pelo menos três meses entre elas.
A vacina tetravalente viral da GSK poderá ser administrada ao mesmo tempo que as vacinas combinadas de pertussis acelular, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite inativada (paralisia infantil) e hepatite B. As injecções devem ser administradas em locais diferentes.

Estados Unidos:
Os Estados Unidos (EUA) licenciaram uma vacina similar, conhecida pelo nome ProQuad*, fabricada por outro laboratório (MSD), há cerca de 4 anos. A comodidade de se poder utilizar uma única vacina para a proteção de quatro diferentes doenças fez com que o órgão consultor dos esquemas de imunização nos EUA, o Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), fizesse uma recomendação priorizando o uso desta vacina ao invés das vacinas tríplice viral (SCR) e varicela separadamente. Entretanto, após o licenciamento da vacina e o seu uso na rotina, dados de vigilância de eventos adversos alertaram para o risco de maior incidência de convulsões febris no período de 5-12 dias após a vacinação de crianças de 12 a 23 meses de idade. A avaliação final dos dados de um estudo patrocinado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e conduzido pelo Vaccine Safety Datalink (VSD), que incluiu mais de 83.000 crianças de 1 a 2 anos que haviam recebido a vacina tetravalente viral (Proquad®) versus 376.000 crianças da mesma idade que haviam recebido as vacinas tríplice viral e varicela separadamente, revelou que a vacina combinada tetravalente viral se associava a duas vezes mais risco de crises convulsivas febris no período de 7-10 dias após a vacinação (8,5 por 10.000 crianças vacinadas), em comparação com as vacinas SCR e Varicela separadas (4,2 por 10.000 vacinadas). Quando o período de observação do risco de convulsão febril se estendia até 42 dias após a vacinação esse risco era de 1,5 vezes. Na avaliação de eventos adversos após a segunda dose, independente da idade em que ela foi administrada, não se observou maior risco de febre, convulsões febris, rash ou outros eventos adversos.
A análise destes dados fez com que a ACIP fizesse uma nova recomendação, estabelecendo não haver mais uma prioridade pela escolha da vacina tetravalente viral em relação às vacinas SCR e varicela separadamente. Sugeriu que para crianças de 12 a 47 meses que fossem receber a primeira dose das vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela os riscos e benefícios da vacinação com a tetravalente viral, em relação às vacinas SCR e varicela administradas separadamente, fossem discutidos com os pais e que caso os mesmos não demonstrassem preferência pela vacina tetravalente viral, as vacinas SCR e varicela deveriam ser administradas em injeções separadas. Em relação à segunda dose, qualquer que seja a idade de sua administração, a preferência é pela vacina tetravalente viral. No caso da primeira dose, caso a criança tenha 4 anos ou mais, a preferência também é pela vacina tetravalente viral.

Recomendações:
Entendemos que é importante salientar que estes dados foram observados com a vacina que está licenciada nos EUA, a Proquad® da MSD. Aqui no Brasil só dispomos da vacina internacionalmente conhecida por Priorix-tetra®, da GSK. Os dados disponíveis com esta vacina mostraram que o risco de febre foi 1,5 vezes maior que quando comparado com as vacinas tríplice viral e varicela separadas, tanto para temperaturas acima de 38°C (61,15% vs. 45,82%) como também acima de 39,5°C (11,2% vs. 7,5%). Entretanto, não foi constatado, até o momento, maior risco de convulsão febril após a primeira ou a segunda dose desta vacina tetravalente viral (Priorix-tetra®) quando comparado com as vacinas tríplice viral e varicela separadas.
A Clinivac dispõe das vacinas de varicela, tríplice viral (SCR) e tetravalente viral (SCRV).
No momento da realização da primeira dose, em crianças de 12 a 47 meses, não sugerimos preferência pela vacinação com a tetravalente viral em relação às vacinas SCR e varicela administradas simultaneamente em injeções separadas, recomendando que sejam discutidos com os pais os riscos (maior chance de febre) e benefícios (apenas uma injeção) da vacinação contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela utilizando a vacina tetravalente viral, antes de decidir por um ou outro esquema.
Já na ocasião da primeira dose em crianças com mais de 4 anos, ou para a segunda dose, qualquer que seja a idade da criança, a nossa recomendação é que a preferência seja pela vacina tetravalente viral.

Referências:
1. National Advisory Committee on Immunization: Canadian Immunization Guide, Seventh Edition. Minister of Public Works and Government Services Canada, 2006.
2. Strebel PM, et al. “Measles Vaccine” In: Plotkin, SA and Orenstein WA. Eds Vaccines (Fourth Edition). Saunders , 2004;389-440.
3. Centers for Disease Control. Use of combination measles, mumps, rubella, and varicella vaccine: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep. 2010; 59(RR-3):1–12.
4. Health Canada. Proceedings of the 4th Canadian National Immunization Conference. Immunization in the 21th Century: Progress Through Education; 2000 Dec 3-6; Halifax, Canada. Canada Communicable Disease Report (CCDR); 2001; 27S5: 1-39.