A Clinivac responde

Confira abaixo as perguntas e respostas mais frequentes sobre vacinação e imunização.

  • Um bebê de sete meses foi vacinado com BCG com dois dias de vida, ainda na maternidade. Até agora não apresentou nenhuma reação e não teve a formação da cicatriz no braço. O que devemos fazer? Deve ser revacinado?

    A vacina BCG é geralmente acompanhada pelo aparecimento no local da aplicação de mácula com enduração, pústula, úlcera e cicatriz, evolução essa que ocorre em dois a cinco meses. Em 5% a 10% dos vacinados pode não aparecer cicatriz vacinal. Desde o ano de 2019 o Ministério da Saúde não recomenda mais a revacinação com BCG nos casos de ausência de cicatriz vacinal.

  • Uma criança de dois anos que fez todas as vacinas recomendadas no calendário de imunizações no posto de saúde irá ingressar na escola e sua mãe pergunta se há alguma outra vacina que deveria receber?

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam sempre que for possível, além das vacinas já feitas no primeiro ano de vida nos postos de saúde, realizar as vacinas meningocócicas B e ACWY. Apesar de serem formas mais raras da doença estes tipos de meningite são extremamente graves, justificando, desta forma a sua indicação.

  • A vacina contra a gripe, tão polêmica, é eficaz? Quem deve tomá-la? Há contraindicações? Há efeitos colaterais?

    A gripe é causada somente pelo vírus influenza e não deve ser confundida com os resfriados comuns, pois apesar de ser uma doença, na maioria das pessoas, benigna e autolimitada, podem ocorrer complicações, como, por exemplo, as pneumonias, podendo provocar até a morte, especialmente em determinados grupos, como os idosos e crianças pequenas.

    A melhor maneira de se prevenir da gripe é através das vacinas. As vacinas são fabricadas com pedaços dos vírus mortos, portanto, em hipótese alguma, são capazes de causar gripe em quem as recebe. A exemplo do que ocorre com outras vacinas, a doença pode ocorrer mesmo em pessoas vacinadas, porém nestes casos a gripe é mais leve e com recuperação mais rápida do que em não vacinados. É importante lembrar que a vacina da gripe não oferece nenhuma proteção contra doenças causadas por outros vírus respiratórios.

    Devem prioritariamente receber a vacina os idosos (este ano o ministério de saúde estabeleceu a idade a partir de 55 anos), as crianças de 6 meses a 6 anos e aqueles que façam parte dos chamados grupos de risco ( portadores de Asma e outras doenças pulmonares crônicas, doenças cardíacas, doenças metabólicas, como o diabetes mellitus, hemoglobinopatias, imunocomprometidos, obesidade e pessoas que façam uso crônico de aspirina). Além destes, podem receber a vacina todos os que desejarem evitar a gripe. A vacina não pode ser feita em crianças menores de 6 meses de idade. A melhor época para fazer a vacina é no início do outono (entre os meses de março e abril).

  • Meu filho apresentou coceira no corpo após comer ovo. A coceira durou um dia e melhorou sem medicação. É necessário fazer teste alérgico para ovo antes de administrar a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR), e vacina de gripe?

    Não é necessário o teste alérgico para o ovo. A alergia cutânea ao ovo não contraindica a aplicação das vacinas SCR e gripe (influenza). Nos casos de crianças que apresentaram reações alérgicas graves (anafiláticas), recomenda-se, por precaução, que elas sejam vacinadas em ambiente hospitalar com infraestrutura adequada para atendimento de anafilaxia.

  • Qual a vantagem de utilizarmos vacinas combinadas como a penta e a hexa?

    As novas vacinas acelulares combinadas licenciadas no Brasil são seguras, efetivas e causam menor número de eventos adversos que as antigas vacinas de células inteiras, ainda utilizadas nos postos de saúde.

    As vacinas pentavalente e hexavalente acelulares, por exemplo, protegem contra várias doenças (difteria, tétano, coqueluche, Hib, poliomielite - pentavalente, mais hepatite B - hexavalente), com os antígenos administrados em uma única aplicação, poupando a criança do stress de mais picadas e contribuindo para melhorar as coberturas vacinais no País.

  • Diferentes vacinas podem ser combinadas pela enfermeira na clínica em uma única seringa para reduzir o número de picadas?

    Nunca se devem mesclar diferentes vacinas em uma mesma seringa para administração em uma única aplicação, pois existem possibilidades imponderáveis de interferência entre os diferentes antígenos contemplados nas vacinas e de incompatibilidade físico-química entre os diversos componentes das vacinas. As vacinas combinadas já liberadas para uso são todas eficazes, tendo sido previamente submetidas a diversos e minuciosos ensaios clínicos que comprovaram a sua eficácia e sua segurança.

  • Quando se inicia um esquema de imunização com vacinas de determinado produtor, é possível continuar o esquema com produto de outro laboratório?

    Para o esquema básico depende da vacina: vacinas para as quais foram feitos estudos que mostraram que não há prejuízo na resposta protetora ou na incidência de eventos adversos, tais como vacinas de pólio, difteria, tétano, hepatite A, hepatite B, elas podem ser intercambiadas.

    Para as vacinas de rotavírus, meningocócica C, meningocócica ACWY, pneumocócica conjugada e HPV recomenda-se completar o esquema básico utilizando as vacinas do mesmo laboratório produtor. Entretanto, se houver falta de informação sobre o produto previamente utilizado, falta de determinado produto ou desejo de mudança de vacina para ampliar a proteção oferecida o consenso dos experts e das sociedades científicas é que devemos realizar a vacinação com a vacina que estiver disponível, evitando adiar a vacinação.

  • Qual é o local mais adequado para a administração de vacinas intramusculares?

    Depende da idade. Nas crianças menores de 18 meses, o lugar mais apropriado é o vasto lateral externo, músculo localizado na coxa. Já nas crianças maiores de 18 meses, a região do músculo deltoide, no braço, é a recomendada. A região glútea deve ser evitada por não induzir resposta adequada para algumas vacinas, além de representar maior risco de eventos adversos.

  • Posso vacinar meu filho se ele estiver recebendo um tratamento com antibiótico?

    A vacinação não está contraindicada em crianças em uso de antibióticos, desde que a criança não esteja mais apresentando febre. Se esse for o caso, a vacina poderá ser aplicada durante a convalescença, mesmo que a antibioticoterapia persista.

  • A vacinação deve ser adiada quando a pessoa esteve recentemente exposta ao contágio de uma doença infecciosa?

    Não. Deve-se proceder à imunização segundo o calendário vacinal previsto.

  • o que devemos fazer se por alguma razão tivermos que interromper o esquema de vacinação recomendado para o meu filho?

    Pessoas incompletamente vacinadas não necessitam reiniciar a série de vacinação, bastando completar as doses faltantes. Em princípio nunca reiniciamos esquemas vacinais atrasados, apenas os atualizamos.

  • Qual o intervalo mínimo recomendado para administrar diferentes vacinas?

    Diferentes vacinas podem ser aplicadas simultaneamente, em locais distintos, sem prejuízo nenhum. Quando forem utilizadas duas vacinas inativadas (como por exemplo as vacinas pneumocócicas, meningocócicas, gripe, pentavalente, hexavalente, pólio inativada, hepatites A e B, HPV) ou uma inativada e uma de componente vivos, nenhum intervalo mínimo é necessário entre as doses, podendo ser feitas a qualquer momento. Entretanto, quando se tratar de duas vacinas de componentes vivos atenuados injetáveis (como por exemplo varicela; tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola; tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela; febre amarela e zoster), existe a necessidade de que haja um intervalo mínimo entre as doses de quatro semanas.

  • Existe risco de administrarmos várias vacinas em no mesmo dia?

    Não, e como regra geral, diferentes vacinas podem ser administradas simultaneamente, desde que em seringas diferentes e aplicadas em locais distintos. Isso não representa uma sobrecarga para o sistema imune, que normalmente lida com centenas ou milhares de antígenos diariamente.

  • Quanto tempo após ter recebido a vacina de gripe posso me considerar protegido?

    Considera-se que para a vacina propiciar uma resposta imune adequada são necessários pelo menos 14 dias após a vacinação (para as crianças menores de 9 anos, caso estejam sendo vacinadas pela primeira vez, deve-se considerar este mesmo prazo, porém, apenas após a segunda dose recebida). O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina para as crianças de 6 meses a 8 anos e 11 meses, vacinadas contra a gripe pela primeira vez, deve ser de no mínimo 4 semanas.

  • A vacina de HPV é segura? Quais são os eventos adversos esperados com ela?

    A vacina de HPV já faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, já tendo sido administradas milhões de doses da vacina desde o seu licenciamento 13 anos atrás, em 2006.

    Como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos, etc.) é claro que podemos eventualmente observar efeitos adversos. Após esses anos todos de uso da vacina, os dados de segurança, obtidos pelos sistemas de vigilância dos países que a introduziram nos seus programas, mostram que a vacina contra HPV é segura, com a ocorrência de eventos adversos na sua maioria leves, como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38ºC ou síncope (desmaios).

  • Mulheres que estejam amamentando bebês pequenos podem receber a vacina de febra amarela?

    A vacinação de mulheres em fase de lactação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 10 dias após a vacinação.